quarta-feira, 26 de setembro de 2012

é bom que você não esteja por aqui.
é bom que eu tenha desacreditado e esteja livre para viver minhas escolhas e a minha arte.
Ah, quanto de mim se perderia se você tivesse sido algum dos meus amores do passado?
Quanto de mim já estaria morto o suficiente para ser impossivel a concretização da arte que sinto?

quarta-feira, 12 de setembro de 2012




Quando eu descobri, ainda criança, que nós somos seres individualizados e, por isso somos, inescapavelmente sós em essência,  tomei um choque tão grande que todo o meu conceito de vida mudou. Minha pré adolescência era feito  de solidão e quando eu comecei a interagir com as pessoas, no auge da minha adolescência, descobri a paixão e as grandes relações que pareciam inabaláveis.
Perdi todas, uma a uma e fui descobrindo, com cada perda, que eu me tornava mais frio e mais consciente da minha solidão existencial.
Hoje me sentia forte e inabalável nesse sentido. Após muitas dores, acreditava que não havia mais ilusão dentro de mim e nem esperanças de como o outro deve ou não agir.
Estava errado, como é óbvio que eu estaria, já que eu sei qual é essa verdade.
Mesmo assim as vezes é difícil demais.
E agora, com castelos desabando séculos de riqueza e história dentro do meu peito, nem o raciocínio destrói a decepção daquilo que eu sabia.
E eu preciso dizer por todos os cantos, em todos os meus pensamentos, na capa dos meus cadernos e nas entradas de todos os meus livros:
Você é só, você é só, você é só...