segunda-feira, 25 de junho de 2012
domingo, 10 de junho de 2012
Cada pedacinho minúsculo desse lugar é composto de melancolia,
Aqui os pássaros cantam tranquilos enquanto a cidade amanhece calmamente transpirando bem estar e calmaria,
Há dias frios e chuvosos, mas eles são esteticamente perfeitos com a infinidade de praças verdes que dizem, na sutileza, o quanto a natureza é esplêndida.
De madrugada, quando os homens “bons” já dormem,
Existe apenas vazio e iluminação,
Que contrastam com as numerosas corujas que convivem pacificamente com todos os homens que estão ali, justamente, parar aspirar à natureza.
Contudo, os idosos se procriam enquanto os jovens morrem dentro de si mesmos,
As famílias diminuem em sua quantidade, mas continuam sempre satisfeitas com a busca infinita por uma pacata sagacidade enquanto as crianças crescem como dizem os bons livros, livres e regradas, criadas apenas para serem tão regradas e retraídas como os seus pais.
Daqui eu não possuo mais nada,
Só esse, frequente, silêncio.
E a mim, ela não expele nem acolhe,
Apenas me olha como sempre,
Simpática com a condição de que eu não mude, em instante algum, a sua tão sagrada rotina.
Scient, SJC/SP
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Quer saber a verdade?
Eu estou morto.
Me suicidei há muito tempo aqui dentro de mim.
Já não suporto existir, é cada dia mais difícil e mais triste.
Ando sobre a neblina dos dias e não existe uma única noite que eu me deite que eu não tenha desejado, em algum momento do dia, a minha completa finitude.
Saio pelas ruas desorientado, nada faz sentido, nada me seduz completamente.
Tenho medo de morrer, mas o meu grande pavor é, apenas, o continuar existindo.
Felizes são os homens que se iludem, mas dessa felicidade eu quero apenas o desprezo.
Se não é realidade, para mim, não faz sentido algum.
Eu estou morto.
Me suicidei há muito tempo aqui dentro de mim.
Já não suporto existir, é cada dia mais difícil e mais triste.
Ando sobre a neblina dos dias e não existe uma única noite que eu me deite que eu não tenha desejado, em algum momento do dia, a minha completa finitude.
Saio pelas ruas desorientado, nada faz sentido, nada me seduz completamente.
Tenho medo de morrer, mas o meu grande pavor é, apenas, o continuar existindo.
Felizes são os homens que se iludem, mas dessa felicidade eu quero apenas o desprezo.
Se não é realidade, para mim, não faz sentido algum.
Por que eu te escrevo?
Por que eu perco o meu tempo se você não virá?
Já vivi e amei o suficiente para não acreditar em ilusões e já não suporto mais isso, essa dor, essa realidade que pulsa na minha mente.
Você nunca esteve e eu duvido que você, um dia, estará.
Por que então você me deixaria aqui sozinho?
Por que eu perco o meu tempo se você não virá?
Já vivi e amei o suficiente para não acreditar em ilusões e já não suporto mais isso, essa dor, essa realidade que pulsa na minha mente.
Você nunca esteve e eu duvido que você, um dia, estará.
Por que então você me deixaria aqui sozinho?
Faz frio, não só lá fora como aqui dentro da minha alma.
O vento e a chuva que caem não atingem meu corpo, mas é como se existisse uma tempestade furiosa dentro do meu peito.
Estou exausto de chorar e já não suporto essa mania que tenho de me dopar a todo instante; porém, quando estou sóbrio o suficiente esse desespero não passa.
A maior mentira que já me contaram foi a de que as substâncias me levariam até o abismo porque elas me fariam, também, atingir a completa satisfação e felicidade.
Pois hoje, após minhas vastas experiências, eu digo que não. A satisfação completa só existiu uma vez dentro de mim e foi causada, apenas, por uma descarga voluntária de paixão.
Pois agora, eu trocaria todas essas drogas por apenas um minuto ao seu lado e nem a ideia da morte me incomodaria, porque eu, de alguma forma, já estaria vivendo a eternidade...
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Meu amor, eu preciso confessar que eu sinto medo.
A mortalidade, que nunca me incomodou, se torna cada vez mais assustadora, estamos prestes a morrer a cada instante e de alguma forma é como se estivéssemos por aqui apenas esperando o momento em que isso ocorrerá.
Você já pensou, em meio a uma grande multidão, que ali junto com você, todas aquelas milhares de pessoas também vão ter um fim? Muitas sequer devem voltar para a casa.
E isso as vezes é desesperador e é ainda mais desesperador pensar que eu vou te perder, apesar de eu nem saber ainda se um dia eu chegarei a te conhecer ou te ter.
Oh, como a vida é um jogo de incertezas e de vazio e como eu sinto uma falta terrível quando desperto nessas manhãs que são quase frias.
Penso em todas amantes que tive e que tenho e sei que eles perderão todo o sentido quando eu, finalmente, te tocar.
Porém, eu já amei e vivi o suficiente para saber que assim como a felicidade, o amor é questionável e, se realmente existe, é raro.
Mas as coisas raras precisam acontecer porque senão elas seriam, apenas, impossíveis e por que, então, eu não posso ser o dono dessa sorte?
A mortalidade, que nunca me incomodou, se torna cada vez mais assustadora, estamos prestes a morrer a cada instante e de alguma forma é como se estivéssemos por aqui apenas esperando o momento em que isso ocorrerá.
Você já pensou, em meio a uma grande multidão, que ali junto com você, todas aquelas milhares de pessoas também vão ter um fim? Muitas sequer devem voltar para a casa.
E isso as vezes é desesperador e é ainda mais desesperador pensar que eu vou te perder, apesar de eu nem saber ainda se um dia eu chegarei a te conhecer ou te ter.
Oh, como a vida é um jogo de incertezas e de vazio e como eu sinto uma falta terrível quando desperto nessas manhãs que são quase frias.
Penso em todas amantes que tive e que tenho e sei que eles perderão todo o sentido quando eu, finalmente, te tocar.
Porém, eu já amei e vivi o suficiente para saber que assim como a felicidade, o amor é questionável e, se realmente existe, é raro.
Mas as coisas raras precisam acontecer porque senão elas seriam, apenas, impossíveis e por que, então, eu não posso ser o dono dessa sorte?
terça-feira, 5 de junho de 2012
O sol está aqui, é quase inverno, mas mesmo assim ele veio me visitar.
Passei dias tristes, meu bem.
Dias tão escuros que eu era incapaz até de tentar pôr fim a mim mesmo.
Nesses dias eu continuava como sempre, mas terminava todas as noites bêbado e só, chorando sem motivos enquanto sentia o mundo vibrar em mim e a minha alma estremecer.
Ah, como você faz falta, meu grande amor.
Como aqui tudo é vazio sem a sua presença que eu nem sequer sei se chegará.
Tenho muito medo ainda e muito desejo, sou um hedonista, vivo de forma extravagante e exagerada, mas largaria tudo isso pela calmaria de estar, apenas, em seus braços.
Apareça.
Seja lá onde você estiver.
Apareça.
Passei dias tristes, meu bem.
Dias tão escuros que eu era incapaz até de tentar pôr fim a mim mesmo.
Nesses dias eu continuava como sempre, mas terminava todas as noites bêbado e só, chorando sem motivos enquanto sentia o mundo vibrar em mim e a minha alma estremecer.
Ah, como você faz falta, meu grande amor.
Como aqui tudo é vazio sem a sua presença que eu nem sequer sei se chegará.
Tenho muito medo ainda e muito desejo, sou um hedonista, vivo de forma extravagante e exagerada, mas largaria tudo isso pela calmaria de estar, apenas, em seus braços.
Apareça.
Seja lá onde você estiver.
Apareça.
Assinar:
Postagens (Atom)