domingo, 10 de junho de 2012


Cada pedacinho minúsculo desse lugar é composto de melancolia,
Aqui os pássaros cantam tranquilos enquanto a cidade amanhece calmamente transpirando bem estar e calmaria,
Há dias frios e chuvosos, mas eles são esteticamente perfeitos com a infinidade de praças verdes que dizem, na sutileza, o quanto a natureza é esplêndida.

De madrugada, quando os homens “bons” já dormem,
Existe apenas vazio e iluminação,
Que contrastam com as numerosas corujas que convivem pacificamente com todos os homens que estão ali, justamente, parar aspirar à natureza.

Contudo, os idosos se procriam enquanto os jovens morrem dentro de si mesmos,
As famílias diminuem em sua quantidade, mas continuam sempre satisfeitas com a busca infinita por uma pacata sagacidade enquanto as crianças crescem como dizem os bons livros, livres e regradas, criadas apenas para serem tão regradas e retraídas como os seus pais.

Daqui eu não possuo mais nada,
Só esse, frequente, silêncio.

E a mim, ela não expele nem acolhe,
Apenas me olha como sempre,
Simpática com a condição de que eu não mude, em instante algum, a sua tão sagrada rotina.


                                                           Scient, SJC/SP

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